um post cheio de mau perder e acidez, mas é isso

portugal saiu. não foi suficiente. perder nos penalties é normal. não bater a espanha, atual campeã da europa e do mundo, é normal. o que não é normal é perder uma final com a grécia em casa, com jogadores muito melhores. mas sim, portugal jogou bem, talvez tenha merecido ganhar. estas considerações valem o que valem. não tenho muita paciência para elas. nem vi resumos nem nada. custa. não tanto como o episódio grego, lá está.

mas portugal fez um bom euro sim. não tão maravilhoso quanto podia ter feito, mas sai honrado. podia perfeitamente ter caído na primeira fase, mas cresceu na competição. alguns jogadores devem ter duvidado se seriam capazes de bater a espanha. só aí vejo mesmo a grande diferença do jogo de há dois dias atrás.

os melhores da seleção foram pepe e ronaldo. patrício salvou um golo feito da espanha. os piores foram os 2 pontas de lança medíocres que me recuso dizer o nome, porque assim ainda lhes daria alguma visibilidade. e se não tiveram na seleção que não tenham aqui neste blog. mas portugal teve sim um ponta de lança, que foi o hugo almeida, pouco utilizado.

ah sim, parabéns. ir às meias-finais do euro não é mau.

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passeio da madrugada

ontem experimentamos outra vez passeio da madrugada. foi um alívio, depois da ansiedade da procura, lembrar dos riffs (multiplicado por 3), que não estavam gravados. ainda falta muito, mas há música – e bem interessante. depois surgiram dois ritmos. na verdade não depois, mas sim antes. normalmente os melhores tem sido sempre os primeiros, logo a seguir a ligar a guitarra no amplificador. aparecem ali e começamos a pegar o resto da música do ar. ontem gravamos tudo. é o segundo ensaio diferente, a compor e a divertir-se com isso.

apartes

tenho várias notas nas páginas 35, 43 e 47. misturam um monte de coisas. e normalmente tem uma dignidade formal discutível. à margem ou entre as check lists, tarefas e notas do dia-a-dia acotovelam-se literalmente (em vários sentidos aliás, o literalmente) estes pequenos apartes. alguns já vieram para aqui. mas não seria preciso. nem sequer quero criar um sistema. um método seria algo de monstruoso para isso.

não passou desapercebido

i) a esquerda democrática grega, exemplo citado por alguns, juntou-se aos troikistas pasok e nova democracia para governar a grécia do fmi.

ii) isso sim faz um mal enorme à democracia. imagino a quantidade de pessoas que sentiu que, de repente, havia mandado o seu voto para o caixote do lixo. a não ser que a tal esquerda não prometesse o distanciamento da troika. mas daí para que um eleitor de esquerda votaria neles?

apropriação

fico tão feliz por ti. não, não só por ti. na verdade fico muito feliz por mim também, porque isso é também uma coisa minha. desculpa apropriar-me. mas eu estava mesmo ansioso para saber e achava que corria tudo bem. e, sinceramente, nem sequer sei como seria se me desses uma notícia diferente. peças de um diálogo, há uma semana atrás, no seguimento de um exame que fulminou as preocupações e multiplicou felicidade numa extensão incomensurável.

euro 2012 (e suas 4 melhores equipas)

tenho até medo de escrever. mas sobre o euro 2012 é o seguinte:

esta alemanha é uma equipa de outra divisão. uma divisão acima de todas as outras seleções que estiveram em prova. verdade seja dita, a única equipa que ainda os chateou, e de forma muito tímida, foi portugal. acaba por ser meritória a derrota de portugal, que quase foi um empate. o massacre alemão contra a grécia, a forma como fez os golos, é aterrador e assustador. tem uma força sem fim e uma facilidade de rematar à baliza que dá medo. esperemos um tropeção qualquer, isso sempre pode acontecer.

a itália é a itália. vive disso do jogar mal. e eu até acho graça a isso. na final, com portugal, será (será é propositado, não consigo escrever “seria” a propósito de portugal) tão medonha a jogar mal como a alemanha a espalhar o seu futebol categórico.

a espanha é uma incógnita por causa da rivalidade. mas a espanha tem um futebol rendilhado, bonito, personalizado e com dois títulos recentes (europeu e mundial) a homologar a sua eficácia. não é posse de bola por posse de bola: funciona. é boa a rivalidade para portugal. para pepe, ronaldo e coentrão, especialmente, que jogam na capital do estado espanhol. até vão comer a relva. pode ser bom para portugal, se não perderem a disciplina.

portugal, ai portugal. interiormente já vaticinei várias quedas a este portugal. achei que queiroz tinha estropiado decisivamente, de forma inapelável, a seleção. achei que paulo bento era uma péssima escolha, achei que não íamos ao europeu. já achei tudo. mas a seleção tem a melhor das qualidades que é a da superação. aliás, tem o estranho condão de jogar muito melhor quando está em desvantagem. é impressionante. foi assim com a alemanha, foi assim com a dinamarca e foi assim com a holanda. com a república checa foi o único jogo normal.

no meio disso tudo, o eusébio até ficou com problemas de coração.

como nota final, confesso que estou encantado com pepe e ronaldo – fabulosos – preocupado com o meio campo, curto, apesar de muito trabalhador, e entusiasmado com a lesão de postiga que talvez o retire de vez do europeu.

ou seja, portugal vai ser campeão, mas um campeonato europeu não é um passeio no parque.