ténis!

apesar da tradicional tareia que levei, o jogo de ténis de hoje foi como abrir uma caixa de pandora. as saudades que eu tinha! enquanto jogava pensava em tantas coisas – é sempre assim. e agora só penso em voltar a jogar. e como ainda gosto da minha raquete! tudo começou de manhã: e se jogassemos ténis um dia destes? propus de imediato: hojevi outro dia o federer e desde então penso imenso em jogar. tenho bolas a estrear fechadas numa lata há um ano.

no court, dois pensamentos se repetiam mais. isso não está tão mal como eu imaginava como fiquei tanto tempo sem jogar? quanto tempo, a sério? 2 anos, no mínimo.

depois foi o de sempre. quando eu ainda levava 2-0 veio o queres bater umas bolas? que eu pulverizei com o meu também conhecido mau perder: porque? achas que vais ganhar? bom, ficou 2-0 em sets. em jogos ficou 6-2, 6-2. nunca imaginei que ganharia 4 jogos.

agora é já marcar o próximo!

work again

esperava uma semana calma no reinício. foi tudo ao contrário das expectativas. mas pronto, o lado bom é que assim não há cá conversas de readaptação pós férias. já está. tudo ao mesmo tempo, tudo para ontem.

um piano

nunca dizer para um velho piano que ele está desafinado. é pura falta de respeito. não se pode ofender jamais um instrumento assim, que encerra imensos segredos, sonhos e razões. tem imensas histórias para contar. como ele subiu aquelas escadas todas, até ali: esta é logo a primeira. tem também a da motivação do seu primeiro dono para adquiri-lo. e pergunta-se depois – ao piano, claro está – onde está o teu dono? só o piano saberá qual foi a exata expressão do seu músico ao tocar a última nota do dia, a maneira como ele fecha ou fechava o tampo das teclas.

sentava-se ali. gostava disso de tentar entender as escalas sem saber patavina de teoria ou de pautas. tocava criações do momento. todas se perderiam no tempo, mas pareciam ser sempre a serenata ideal para os instantes em que a música começava a encher todo o espaço, a espalhar-se em todo o lugar, com a sua ressonância ímpar, que se entranhava até nos tijolos vermelhos ocultos em cada parede. tudo somado foram poucas horas, mas cada minuto foi valioso. são as pessoas que acordam um piano ou é ele que acorda as pessoas? quem acordava antes, de manhã? o piano ou ele? o piano o chamava ou era ele quem chamava o piano?

responsabilidades musicais

sonhei que estavamos tocando guitarra. foi divertido. se sonhar todas as noites com isso já nao preciso tocar. alias, sonhando faço os meus melhores riffs.
meu primo ew foi o responsável por eu começar a tocar guitarra. tinha eu 15 ou 16. o ew é um virtuoso, tipo satriani ou vai. dedicou muito tempo a este modo de tocar guitarra, mais técnico. uma vez ja falamos sobre isso, sobre as nossas propostas serem diferentes. so me dei conta disso ha pouco tempo atras, quando comecei a compor mais para os understood e a pensar: esse solo esta muito a armar, ou algo assim. mas respeito muito os virtuosos e alias os ouço e nao perco nenhum concerto. gosto mesmo de ouvir e ver. vibro.

o ew tinha parado completamente de tocar guitarra eletrica. ate vendeu ha muitos anos a sua jem jr, da ibanez (uma das guitarras de vai). tinha uma acustica e tal – e nisso somos parecidos: uma acustica é insuficiente para quando da a fome dos meus sons (ja experimentei e ja passei fome).

bom, voltando a falar em responsabilidades, o ew começou a ser intoxicado com os meus posts no fb e com as minhas conversas com ele, sobre a minha banda. quando estive no brasil, no ano passado, ele ja me dizia: qualquer hora compro uma guitarra. mais ou menos um ano depois, falando no fb comigo, disse – através do seu blackberry – que estava almoçando e que iria experimentar guitarras a seguir. eu almocei com ele, ha 10 mil kilometros de distancia. falamos uma hora e tal sobre música, equipamento e guitarras, enquanto ele comia sushi.

guitarra comprada – e esta semana ele comprou outra (tenho sempre a honra de ser o primeiro a saber) – disse-me o ew que eu era o principal responsavel por seu regresso a musica. eu fico contente: um guitarrista como ele faz muita falta. se sou responsavel por tudo isso sou tambem meu proprio fan.

nas minhas ferias, tocavamos horas a fio: em santa maria, em rondinha, em bagé, em porto alegre. ir para a casa do ew era isso. e com propostas e fases complementares: eu a fazer o ritmo e ele a fazer uns solos brutais.

assim, bons tempos musicais assegurados para o futuro também.

satolep

há livros para se ler em ocasioes especiais. para serem saboreados. satolep tem sido um pouco isso. é uma surpresa. está muito bem escrito e muito bem pensado por ramil. um livro feito de reflexao. vamos ver como termina.