up 2: capítulo i em são joão

ontem os PEx ou os primeiros understoods (ou seja, em versão “música a multiplicar por 2”) reuniram-se e tocaram em são joão. foram duas horas de pouca cerveja (!) mas muita inspiração. compusemos uma música e tudo! aliás foi este o verdadeiro tudo que fizemos. a música naturalmente crescerá ou decrescerá em elementos e adornos. a novidade é ter-se chegado ao fim numa música que tem diversas fases. andavamos em tempos de músicas com menos fases, se posso simplificar assim: como sonic (esta tocada nos up x 4), campolide, derniere fois.

o ensaio de ontem tinha a seguinte sugestão de trabalhos: vamos fazer algo com menos efeitos, como flyin, como os primeiros tempos. veio esta. não tem título ainda. há tempo para ter um nome (e não será este o próprio nome?). e como é bom tocar com um tipo que saca de um momento para o outro uma escala que me pareceu pogues ou outra coisa qualquer lá da irlanda.

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up 2013

ontem à noite os understood retomaram ensaios. iniciamos 2013. foi um ensaio intenso, apesar das músicas terem sido tocadas de forma mais improvisada e relaxada. eu tinha muitas saudades de tocar. para este ano o meu desejo são 6 a 10 novos originais que sejam bons como o set que já temos. não é tarefa fácil – mas também não é impossível. aliás, iniciamos 2013 com duas músicas em carteira, a progredir.

dois mil e treze

a poucos passos da porta há sempre o tejo. ao fundo, a descansar. há muita luz. o apartamento velho está fechado. 2012 terminou. houve anos que ultrapassavam a sua cronologia. assim não será com 2012, que se anunciava como um ano que sequer chegaria ao fim. 2013 é feito de suspeita por causa da economia e muita gente não se dá o direito de se desejar um bom ano. triste mas é assim: 2013 é uma ideia tóxica. há que conseguir sobreviver também à ideia. estes dias novos de um ano que se pretende assustador comecei em festa na casa do brasil e no chapitô.