fim de semana: bola e feijoada

depois do futebol queria era descansar, após sermos arrasados futebolisticamente. mas não tive sorte. calhou-me adquirir as 4 cachaças, os 4 vinhos tintos, os 2 vinhos brancos, os 4 quilos de arroz e os 4 litros de gelo. a feijoada estava boa, mas o melhor foi regressar a estes convívios associativos e de amizade. foi mesmo muito especial o esquema, o ambiente, a atmosfera. acho que agora não parará mais.

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mouscron 2012

sábado foi tudo aquilo de sempre em mouscron. quando pisei a relva à volta das nossas casinhas foi impossível não ir para trás no tempo. mas não. ali estavamos todos, com as novas gerações. o tempo passou.

a chuva comportou-se. era prometida uma tempestade, mas às 16h estavamos todos à beira do mar, falando de tudo e de nada. o tempo não passou. mais tarde foram as castanhas que assamos, o pão torrado e o vinho serrania mantendo a tradição de termos sempre à disposição um vinho rascão para estes momentos. fabuloso.

já com álcool a correr nas veias: vou buscar as violas e vamos tocar. vieram as versões acústicas, no meio das árvores, de amanhecer, de requiem, de bells e até de sonic flower. com vocais, à volta da fogueira, cantamos meu erro, paciência, eu sei, running to stand still (interpretada de forma surpreendente por um dos convivas), entre várias.

lá pelas 22 estavamos no futebol com as novas gerações, nas balizas que eram árvores. havia um que se dizia o messi e não era uma das crianças. mais tarde, todos partidos, jogamos party, porque o dia não podia terminar sem entrarmos no conflito e no mau perder.

sensacional. sempre inesquecível.

desaba o céu – faz sentido

desaba o céu lá fora. nem me lembrava mais deste negócio chamado chuva. pelo menos em lisboa. faz sentido.
hoje à tarde foi o pic-nic de aniversário, na tapada das necessidades. um lugar lindo e enorme. o melhor é que eu não o conhecia. cantamos os parabéns e ela chorou. faz imenso sentido, depois de todo este ano. todas estas conquistas. e, mais do que tudo, todas estas batalhas.
à noite foi a ida ao agito. na entrada dou logo de caras com uma pessoa que não via há séculos (10 anos?). falando com ela soube que é próxima – imediatamente – de uma outra que esteve relativamente, mas sempre, perto. fiquei contente e muito impressionado. fez sentido.
uns passos mais adentro do agito e foi a cena das despedidas. o projeto não coincide com os mapas de portugal. after, fomos todos para o mob: mais despedidas. abraços, simpatias, o de sempre. muita compreensão. tenho mesmo pena. mas estou feliz pelo desafio.
saí do mob e as primeiras gotas começaram a cair. faz sentido. desaba o céu lá fora. nem me lembrava mais deste negócio chamado chuva.

uma terça no bairro

encontro no largo da trindade, ontem. onde? na estátua. eles ainda não tinham passeado no bairro alto à noite. preocupou-me ela ainda não conhecer alfama. ele – que esteve aqui há poucos meses – conhece. agora já estão por coimbra, depois vão ao porto, depois a troia (porque troia?).

depois de me apresentar fui de imediato ao então, se amarrou em lisboa? e ouvi um como não gostar daqui?

responsabilidades musicais

sonhei que estavamos tocando guitarra. foi divertido. se sonhar todas as noites com isso já nao preciso tocar. alias, sonhando faço os meus melhores riffs.
meu primo ew foi o responsável por eu começar a tocar guitarra. tinha eu 15 ou 16. o ew é um virtuoso, tipo satriani ou vai. dedicou muito tempo a este modo de tocar guitarra, mais técnico. uma vez ja falamos sobre isso, sobre as nossas propostas serem diferentes. so me dei conta disso ha pouco tempo atras, quando comecei a compor mais para os understood e a pensar: esse solo esta muito a armar, ou algo assim. mas respeito muito os virtuosos e alias os ouço e nao perco nenhum concerto. gosto mesmo de ouvir e ver. vibro.

o ew tinha parado completamente de tocar guitarra eletrica. ate vendeu ha muitos anos a sua jem jr, da ibanez (uma das guitarras de vai). tinha uma acustica e tal – e nisso somos parecidos: uma acustica é insuficiente para quando da a fome dos meus sons (ja experimentei e ja passei fome).

bom, voltando a falar em responsabilidades, o ew começou a ser intoxicado com os meus posts no fb e com as minhas conversas com ele, sobre a minha banda. quando estive no brasil, no ano passado, ele ja me dizia: qualquer hora compro uma guitarra. mais ou menos um ano depois, falando no fb comigo, disse – através do seu blackberry – que estava almoçando e que iria experimentar guitarras a seguir. eu almocei com ele, ha 10 mil kilometros de distancia. falamos uma hora e tal sobre música, equipamento e guitarras, enquanto ele comia sushi.

guitarra comprada – e esta semana ele comprou outra (tenho sempre a honra de ser o primeiro a saber) – disse-me o ew que eu era o principal responsavel por seu regresso a musica. eu fico contente: um guitarrista como ele faz muita falta. se sou responsavel por tudo isso sou tambem meu proprio fan.

nas minhas ferias, tocavamos horas a fio: em santa maria, em rondinha, em bagé, em porto alegre. ir para a casa do ew era isso. e com propostas e fases complementares: eu a fazer o ritmo e ele a fazer uns solos brutais.

assim, bons tempos musicais assegurados para o futuro também.

ainda repetiremos os jantares “no alto”

há uma semana atrás ouvi os excelentes capitão galvão, à frente da fonte da rua do século. acabava de chegar de sintra, do palácio monserrate, castelo dos mouros e tudo aquilo. a esta hora – 23.31 – estavamos no chapitô. não entendo como quiseste voltar, tendo isto tudo. eu também não. no domingo acordei e a presença deles se resumia à janela aberta na sala e as chaves – que tinham sido deles – em cima da mesa. aí, junto com as saudades, senti o quanto tinha sido tudo tão fantástico. foram 4 dias sensacionais que incluíram também cascais, muita lisboa, bairro alto, alfama, super bock, muita compreensão e afeto.