conversas futeboleiras – adoro

eu: o cardoso e o artur tiveram pena de voces
entendo o sentimentalismo. tambem ficaria com pena de desbancar um campeao assim, reduzindo-o à sua pequenez
n se deve tratar mal a ninguem ainda por cima visitantes
Enviado às 15:10 de segunda-feira
xxx (tripeiro): …
eu com o empate fiquei triste
eu: eu tambem
xxx: voces nao jogam nada
deviamos ter goleado
eu: sim
o porto é muito fraco
tem uma defesa pifia
e um ataque mediocre
xxx: fomos la so com onze pa
eu: so com 11?
pois antes levavam a equipa de arbitragem convosco
o q se passa? o protocolo com a apaf terminou?
compreendo que contassem mais com a arbitragem. vi q o pinto da costa e o vitor pereira queriam expulsoes e golos em fora de jogo
mas deixa estar q ja esta semeado. agora vai ser uma verdadeira chuva de penalties mal assinalados para voces, como nos bons velhos tempos

umas notas sobre 2014

i – fuleco não é uma coisa que me chateie. mas tatu-bola, assim, tal e qual, era muito melhor. tem tudo a ver com futebol.

ii – em compensação felipão e parreira parece muito bom, se se entenderem. se não se entenderem também acaba por ser bom. será fácil encontrar a justificação para qualquer insucesso com o facto de serem duas vedetas incompatíveis. mas são os dois campeões do mundo. ousada a iniciativa da cbf.

iii – no fundo é no campo que se verá. o brasil não tem um grande time, por enquanto. a argentina tem messi. mas a argentina jamais vencerá uma copa do mundo no brasil.

iv – por fim, joga-se muito, um ano antes. é natural. o brasil tem um maracanaço de 1950 em cima dos ombros. tudo o que não seja vencer 2014 será uma grande desilusão. cumpre sonhar com o hexa seja qual for a equipe ou treinadores do brasil.

fim de semana: bola e feijoada

depois do futebol queria era descansar, após sermos arrasados futebolisticamente. mas não tive sorte. calhou-me adquirir as 4 cachaças, os 4 vinhos tintos, os 2 vinhos brancos, os 4 quilos de arroz e os 4 litros de gelo. a feijoada estava boa, mas o melhor foi regressar a estes convívios associativos e de amizade. foi mesmo muito especial o esquema, o ambiente, a atmosfera. acho que agora não parará mais.

fim de semana: muita água

sábado assistia no são jorge a tambien la lluvia – um filme fantástico – e chovia muito lá fora. o sms chegou a meio de alguma paragem na bolívia: com esta água toda há jogo amanhã? claro, amanhã não choverá durante a nossa hora. dito e feito: parou às 10h15 e recomeçou só às 11h55. do cinema para o mob, já sem rita redshoes, passando pela ginjinha do carmo. deja vu: todos lembramos que era o mesmo percurso do ano passado.

bola no parque

ainda sobre ontem, na tapada: tirar as sandálias e fazer delas uma das balizas. e depois durante meia hora 5 gajos julgaram-se miúdos e um miúdo pensou ser gente graúda. foi um belo jogo. tive a sorte de ter a tal estrela de 7 anos na minha equipa. ganhamos e tudo!

final do euro ii: itália, frança e portugal

durante o jogo eu pensava que esta itália parecia não a squadra azzurra, mas uma squadra azzuli. os 4-0 contra a itália, no entanto, não foram tão envergonhantes quanto o 1-0 com a frança, que nem parece ter jogado. a espanha entrou em campo, pegou nos comandos do jogo e clicou off na seleção francesa.

com portugal foi diferente. portugal pegou no jogo e bateu-se muito bem. podia ter ganho nos 90 minutos, ou pelo menos ter saído na frente, ou marcado golos, não fosse os protocolos psicológicos que a seleção assina em alguns jogos. no prolongamento, no entanto, portugal foi massacrado e foi um alívio chutar os penalties.

sobre os penalties quem tem medo vê as traves como um obstáculo (e a trave devolve a bola a bruno alves) e quem quer festejar só vê o fundo da baliza (e a bola bate na trave, tabela e entra – e fabregas festeja). são impressões, não são tratados sobre psicologia ou sobre a influência que a vontade tem em tudo.

final do euro i: espanha e tiki taka

ontem torci para a itália na final do euro contra a espanha. mas apenas por motivos irracionais.

a maneira categórica como a espanha desfez a squadra azurra não deixa qualquer dúvida ao tiki taka espanhol. aliás, faz-me impressão que aqui e ali se diga que o futebol espanhol faz sono quando é, de facto, dos melhores entre os melhores que se praticam desde sempre. é totalmente rendilhado, aposta na posse de bola e é uma síntese absoluta – e extremamente bem jogado – do futebol enquanto coletivo. é um todo, que troca a bola com maestria, sempre com dezenas de passes. daqui a pouco sobra uma ponta em algum lado e deste lugar sai o golo. há uma força conjunta. eu acho mesmo bonito de ver.

de um ponto de vista egoístico queria que perdessem, mesmo se fosse com a alemanha, talvez… mas em termos do que deixam para o futebol, sobre a beleza da sua prática, é uma importante vitória, sobretudo contra esta itália. já tinha escrito que o futebol da espanha não é posse de bola por posse bola, que tinha títulos homologando a sua excelência. lá está: agora tem mais dois, de rajada: são a primeira seleção a ganhar dois títulos europeus intercalando um mundial e nunca ninguém tinha dado 4-0 numa final de europeu.

enfim, no fim das contas foi portugal quem os chateou mais.