acordando

i.

acordando da trabalheira.

ii.

sexta passada fui ver a orquestra todos na gulbenkian, que excedeu imenso as minhas expectativas. estava mesmo lindo: o palco, o que se cantava e o que se tocava, a moldura humana, a noite. tudo agradável, passando pelas piadas, nossas, sobre os maracutecos, chamados normalmente de segunda é um dia lindo.

iii.

ficaram muitos outros shows por ver nestes meses, que foram dos mais exigentes em termos de trabalho. até secas na feira internacional do artesanato apanhei sem vender nada de nada. no entanto a fia valeu a pena. pelo menos em termos de leitura e escrita.

iv.

porém, no meio da trabalheira, de junho para cá conheci o arte e manha (no dia do seu aniversário e poucos dias antes de fechar – com direito a vaguear atrás dele – sem ter a mínima ideia de onde ele estava – na duque de loulé), o jamaica (sim, duzentos anos depois) e de uma assentada – numa espécie de visita de estudos – virei o cais do sodré do avesso.

v.

o circuito cais misturou um pouco de tudo (e já descontando o restaurante chinês fechado, onde começamos a noite): oslo, liverpool, transmission, o americano (fechado, mas aberto, e a porta fechada na cara da polícia – rir), o café cid (?), e o famoso copenhagen na manhã. a hora e meia de sono antes do futebol para rematar em todos os sentidos e pensar experimentar para nunca mais. nunca é muito forte.

vi.

circuito cais que outro dia ficou completo, para mim pelo menos, recentemente: com a pensão amor, na noite em que regressei ao incógnito talvez dois anos depois.

vii.

as férias estão a abanar para mim. relativo o valor delas: os understood também estão descansando. assim, paradoxalmente, dá vontade que o descanso passe depressa. não, acho que não é um desejo legítimo, nem desejável.