sabor de cereja

chovia na sexta – será um princípio geral dos meus cinemas, agora? eu tinha o pé direito ensopado. até olhei a sola à procura de um furo ou rachadura. a sessão foi aberta por um músico iraniano que tocava um instrumento que era uma caixa, tinha som de cordas e incluía aqueles pauzinhos de xilofone. não quero saber o que era, o nome. só que tocava um bom som, delicado como o filme que veio a seguir (conforme síntese possível, que ouvi, da música e filme). sabor de cereja foi muito bom de ver, como todos os filmes iranianos que vi (outro princípio geral?). fazia quanto tempo que eu não ia à cinemateca?

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cloud atlas

cloud atlas é um bom filme. e o facto de chegar a imensa gente, com temas muito relacionados com a exploração e a escravatura faz dele mais interessante. também fala da construção de mitos, enquanto vamos passeando no tempo, para trás e para a frente.

fim de semana: muita água

sábado assistia no são jorge a tambien la lluvia – um filme fantástico – e chovia muito lá fora. o sms chegou a meio de alguma paragem na bolívia: com esta água toda há jogo amanhã? claro, amanhã não choverá durante a nossa hora. dito e feito: parou às 10h15 e recomeçou só às 11h55. do cinema para o mob, já sem rita redshoes, passando pela ginjinha do carmo. deja vu: todos lembramos que era o mesmo percurso do ano passado.

to love with rome

ontem vi to rome with love, de woody allen. como sempre adorei, por várias ordens de razões. o filme centra-se em 4 estórias e fala sobre relações humanas e amorosas, como não podia deixar de ser. é impressionante a capacidade de allen para fazer umas quantas sínteses de personagens que, de facto, são reais. ao mesmo tempo, para mim, foi emocionante – mesmo – revisitar roma. devia voltar lá. disse o mesmo quando vi midnight in paris, mas acho que por roma a cena é muito mais forte.

batman renasce

o último filme desta trilogia do batman é fantástico. gostei mesmo. achei um filme completo. vai da ação à política, à existência. podem me dizer que estou exagerando. mas um filme em que não se sente o tempo passar (e são 2 horas e 45 minutos), bem esgalhado, com uma ótima trama e que tenha ainda meia dúzia de coisas para pensar é um bom filme.