satolep

há livros para se ler em ocasioes especiais. para serem saboreados. satolep tem sido um pouco isso. é uma surpresa. está muito bem escrito e muito bem pensado por ramil. um livro feito de reflexao. vamos ver como termina.

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o grande peixe

e ontem que eu queria ir ao eclipse, fui confrontado com o grande peixe na televisão. belo filme. poético. nunca tinha visto. mais vale um grande peixe na mão do que qualquer análise demasiado fria da realidade. ai, a realidade! se existe é tão aquilo que se quer fazer dela.

lembrei tanto do catching the big fish, livro de david lynch, decepcionante para alguns, mas que tem várias considerações sobre como pode haver desperdício da realidade – e da criatividade – quando se envereda por interpretações sistematicamente negativas de tudo.

sem atropelos

esta semana me excedi na fnac. há tempos que não fazia isso. trouxe zidane, dos mogwai, e valtari, de sigur ros. para ler trouxe a arte da viagem de paul theroux. zidane anda comigo para todo o lado. é a minha banda sonora desde sábado, na sala e no carro. é um disco cheio de silêncios e pausas. é muito bem feito, sem atropelos, com muita calma. os sons respiram. a música foi feita para um documentário sobre zidane.

o livro, a cinemateca, as estrelas

um lançamento de livro estranho, onde o autor não sabia por onde iniciar. weird. ele escreveu o livro? parece que sim. depois festear num lugar onde estou acostumado a ter reuniões sérias. saudades destas festas caseiras onde se dança ao som do dj que somos todos.

manhã seguinte para abastecer os encordoamentos e ouvir um grande som na loja. later, os lparallell lexperllencell na sala: campolide e cinemateca. porque cinemateca? o jornal sobre o sofá mandou. o improviso em cima de uns acordes tão bons. que sequência é essa? já tocamos isso não? tão bom! não tás a ver? são os verdes anos. sem comentários.

há umas horas a bola, por cima da linha do comboio, em roma. marcador inaugurado – o guarda redes que falava com o amigo. cómico, porque ele era emprestado. se fosse um dos costumeiros era trágico. depois aquele jazz no coreto, toda aquela gente, aniversário, vinho branco, lago, amigos. as portas da memória escancaradas – o simples estacionar em campo de ourique despertou.

o nome do jardim hoje me lembrou a astronautas, peguei no meu carro como se pegasse numa nave espacial e estivesse indo para uma outra dimensão. foi um pouco isso.

aliás, de onde vem o nosso impulso de sondar o espaço? no entanto, aquela gravidade onde o homem flutua, merecia a visita não de militares, mas de bailarinos