natal zdb ii

subindo a rua garrett olhei o homem a tocar guitarra. não limpei os olhos porque não calhou. dei uma moeda, ouvi um minuto ou dois. e depois não me contive: o senhor tocou no concerto dos resistência, no campo pequeno. e sim, era o senhor mais velho, o solista que entrou de propósito para fazer a introdução de não sou o único, já para o fim do concerto.

a resposta foi ótima. eu sou dos resistência. depois conversamos mais um minuto ou dois sobre os ensaios do show – ele me contou. foi daqueles momentos muito fixes e que eram para acontecer. os dois quase sozinhos na rua garrett. e foi com um estou aqui a tocar umas músicas de natal, que fomos nos despedindo.

outros minutos mágicos na minha noite de natal da zdb.

a “pauta” de bells

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hoje, em arrumações, me deparei com a primeira “pauta” de bells – uma das nossas músicas mais queridas. a estrutura já foi um pouco mudada nos understood em versão 4 elementos, mas os riffs estão todos lá.
em 26 de abril de 2010 escrevi assim:
Há duas semanas compusemos uma música que nos deixou em euforia. E deixa sempre que a tocamos. Seria bom se fosse sempre assim, aliás. Esta é a pauta!, que neste momento está pousada sobre um amplificador. Sim, ela é bem menos poética do que uma daquelas pautas todas feitas sob medida, com montes de linhas, bolinhas e claves. E é/está toda riscada, porque era preciso botar rápido no papel – o mais rápido possível – para recomeçar a tocar. Gosto dela toda riscada, diga-se.

natal zdb i

o norberto funde-se com a sua guitarra e todo este novo ser é sentimento. ao vê-lo tocar não se sabe se é a guitarra que toca norberto ou se é o norberto que toca a guitarra. fica-se também sem saber se são os dedos ou se são as expressões de norberto – que dão uma enorme significação ao que ouvimos – que produzem o som. impressionante. impressionante. impressionante. uma música que se produz apenas (?) nesta explosão corporal. muita técnica – é certo – mas um esbanjar fantástico de sentir. obrigado norberto.

fotos aqui. (e que grande momento é sempre este de ver o norberto tocar, com ou sem norman ou tigrala)

resistência

nunca tinha visto o campo pequeno a abarrotar. estava assim a sala, na quarta, no dia da resistência. não foi só um concerto para angariar uns fundos com as saudades. foi um grande concerto. a última vez que tinha visto os gajos foi em 1994, no portugal ao vivo – onde toda a minha geração parece ter estado presente. resistiu-se um pouco mais: a seguir caí dentro de um bar chamado templários. ali atuava uma banda que também parecia ter sido teletransportada – mas dos anos 80. eram os pop art (e não pop dell’arte). e tocaram até a-ha.

weeping

ia a caminho do ensaio dos understood quando ouvi os primeiros riffs de weeping china doll. enquanto ouvia imaginei a guitarra onde ele estava tocando – que só podia ter 7 cordas, para ter graves daquela profundidade. as colunas do meu carro devem ter quase marado com o volume. depois fui percebendo que esta era a jóia do cd.