“unidade”

na catalunha o independentismo continua aceso e agora a esquerda republicana foi reforçada. o colonialismo castelhano tem um problema de base: nunca conseguiu se impor completamente no campo das ideias aos povos que submeteu. claro que, de certa forma, impôs-se. estas frases anteriores, por exemplo, podem soar a radicalismo. mas é mais ou menos disto que se trata. aliás, da última vez que as independências começaram a se repensar, depois de séculos de dominação e repressão linguística, a “solução” de “unidade” foi franco.

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obama 2012

feliz por obama. acordei às 5h30, vi que obama tinha ganho e só a partir daí dormi em paz.

é impossível não simpatizar com obama. ainda por cima quando romney é uma figura tão sinistra. aliás, é inevitável querer democratas no poder da américa. há um misto de apreensão pela hipótese republicana, mais a simpatia por obama.

simpatia é uma boa palavra. sintetiza. as expectativas do passado não são renovadas. há um alívio pela vitória de algo que poderá ser bom sobre o que é mau. e obama é bacana nos costumes, na presença, no discurso. não chega para nobel da paz, claro. é um senhor da guerra, apesar de poder ser mais envergonhado e talvez mais constrangido.

bom obama já sabes onde estou sempre mais atento. as tuas velhas promessas: encerramento de guantanamo (e a não manutenção de nada parecido); reforma da lei de imigração (para bem, claro. aliás foste eleito em grande parte pelos hispanos e afro-americanos). junto algumas novas: mais regulação na economia e políticas de crescimento que rejeitem a fórmula da austeridade, algo que na europa é inexistente.

ah, não. a desculpa do congresso não ser democrata é velha. quando queres tu consegues tudo, ou parte.

deve dizer algo assim

artigo 1.º do oe:
1- no ano de 2013 haverá um enorme aumento de impostos.
2- está toda a gente tramada.
3- é melhor fugir.
4- por caridade não soneguem impostos, porque isso é muito mau e está reservado para quem conhece bem a mecânica dos offshores.
5- não adianta esconder as carteiras porque vamos chegar a todo o lado.

mini síntese pessoal e superficial das municipais que me interessavam

fiquei contente com a eleição do marcelo como vereador em porto alegre. me parece um cara muito bem intencionado e que soube aproveitar a sua veia ciclista. não sabia das bicis. devia ser o único. só o conhecia do mestrado. fiquei também contente pelo alberto, que conheci aqui em lisboa. no entanto, confesso que o discurso da “segurança” não é definitivamente a minha praia. pode, claro, o alberto argumentar com suas intervenções de polícia de proximidade que fez em canoas.

o pt segue sem ganhar a prefeitura de porto alegre. mesmo que manuela (pc do b), villa (pt) e robaina (psol) se juntassem, seriam aniquilados à mesma contra fortunati, que teve 65% dos votos. god.

e em gravataí, não entendo porque, o pt apostou num risco tão grande. bordignon de novo (?) não foi a votos por problemas “burocráticos”, para dizer o mínimo, porque a distância não me permite saber mais. mas a questão é: se havia este risco porque avançar com este candidato?

ah, e o valter não se elegeu em gravataí, nem o amon. pena.

aditamento: bordignon teve os seus votos anulados. a parte menos má – no sentido de que não faria diferença se fossem válidos – é que não chegavam para vencer o candidato do pmdb.

borges, o inteligente

a maneira “inteligente” de borges querer resolver os problemas económicos do país só pode ter sido desenterrada de um sítio cheio de maldade. borges, no mesmo vídeo que declara que os empresários que são contra a sua medida são ignorantes, também aproveita para falar que sem sacrifícios não vamos lá. sim, o homem que auferiu 225 mil euros livres de impostos em 2011 deve conhecer imenso o significado da palavra sacrifícios. é um enorme sacrifício, pelo menos para mim, saber que os meus impostos sustentam a avença que este senhor tem com o governo.

rir para não chorar

ontem numa sessão de formação disse baixinho: sabes quem é o ministro que cuida disso? e tivemos um ataque de riso. o quadro é este. uma desgraça. já não há credibilidade nenhuma. aliás, os ministros já não podem ir a lado nenhum. há uns totalmente desaparecidos. como o tal.