luto

Unicórnios, Pai Natal e Hamlet não existem. Luto é um manifesto: Aprender a esquecer para ser um pouco mais livre! As palavras parecem demasiado viciadas/viciantes e impossíveis de contornar. Um luto que é resposta, revolta, passividade, hostilidade, esquecimento, solidão, agitação, ansiedade e fadiga sobre o negro que se aproxima tão ameaçador. “Eu sou pela ditadura da felicidade, pela ditadura da boa disposição, da luta, do andar para a frente e ninguém me pode parar. Ninguém me pode parar. Ninguém me pode parar.”

http://projecto-luto.blogspot.pt/

parece-me que este fim de semana é para ir ao taborda.

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findi

sexta feira foi de lançamento do livro. gratidão e amizade também minhas, respondo. as tormentas a que somos sujeitos jamais beliscarão. seguiu-se um jantar em telheiras – na esplanada que toda a gente deve conhecer e que eu nunca pensei que ia pisar. a minha salada estava com excesso de rúcula – uma benção. o motivo para estar ali: a ópera dos três vinténs – muito agradável – na biblioteca. depois disso, e da chuva que voltou e fez-nos correr a todos, fui acabar a noite na casa de um destes novos amigos que já conhecia mas agora fazem mais parte. sábado foi de PEx e improvisos em campolide – semear, semear, daqui a pouco os resultados surgem: nunca será diferente. domingo e os futebóis, a começar e a acabar o dia, mais a alegria – também futebolística – da académica.

hamlet II: taborda

fazia tanto tempo que eu não ia ao taborda. 2 ou 3 anos? incrível, acho que desde que vivo mais ao pé dele foi a primeira vez que fui. tão bom ir lá. há lá peças da minha autoria também. e a vista daquele bar, magnífica.

hamlet I

acabei de ver hamlet, no teatro taborda, que acolhe o teatro da garagem. a encenação e concepção plástica é do carlos pessoa. sempre gostei das peças dele. por uma grande felicidade e por um ou dois euros na feira da ladra, quis o destino que eu tenha lido há pouco tempo hamlet. lembrava de muita coisa.

adorei. talvez a melhor peça que vi no teatro taborda – e já vi várias. tudo muito inteligente e muito bem feito.

o cenário incluía projeção de uma série de detalhes da própria peça num ecran ao fundo e noutros lugares do palco. e um balcão de várias faces, que serviu para tudo. como balcão, como muralha, como esconderijo e até como uma grande torre no fim. pesava e eram os atores que o manobravam, arrastavam e viravam rapidamente entre as cenas. devem ser as partes mais difíceis da peça.

da peça em si, até deve ter sido uma das mais convencionais que vi de carlos pessoa. ou talvez sinta isso porque li o texto há pouco tempo. ou porque esteja habituado ao modelo  – porque pensando bem, há aquelas confusões e maluquices tão boas. o final é um retrato do que conheço do encenador. e várias outras partes. é muito engraçado quando hamlet diz a horácio vamos para a corte e sai uma grande dança lá, como se de uma discoteca se tratasse. enfim, não dá para contar tudo. vale a pena ir ver.