rua!

passos/troika: rua. largo da princesa; av. das descobertas; rua da torre de belém; calvário; rua da junqueira; basílica da estrela; campolide; amoreiras. noite de mupies. viva o meu gps.

passei duas vezes na nova rotunda do marquês. estranha. um dia deve funcionar melhor para mim.

work again

esperava uma semana calma no reinício. foi tudo ao contrário das expectativas. mas pronto, o lado bom é que assim não há cá conversas de readaptação pós férias. já está. tudo ao mesmo tempo, tudo para ontem.

indignidades

de um ponto de vista pessoal não há forma mais gratificante de voltar a um tribunal do que a da semana passada, apesar do processo em si ser tão difícil. ficam as intervenções de urgência – porque só isso me foi pedido. a mais leve das medidas de coação – a inevitável: o tir. e fica também ter conseguido contrariar alguns zelos excessivos dos órgãos repressivos do estado, antes do interrogatório, pouco dignos e totalmente inaceitáveis contra alguém que não cometeu nenhum crime e cujas únicas condutas que estão em jogo é ser pobre, estar desempregado, ser estrangeiro e o seu processo de regularização ter ficado pendente há um ano atrás por faltar um papel. há quem denuncie uma pessoa assim. e há quem prenda. há quem tente ajudar.

estive pensando nas vezes em que fui de urgência para tribunais ou esquadras. todas tão parecidas. uma delas estava numa feira do livro à noite, uma no fim de uma festa do 25 de abril. sexta foi diferente, estava a trabalhar. todas as vezes nas quais fui as pessoas não precisavam de estar ali.

acordando

i.

acordando da trabalheira.

ii.

sexta passada fui ver a orquestra todos na gulbenkian, que excedeu imenso as minhas expectativas. estava mesmo lindo: o palco, o que se cantava e o que se tocava, a moldura humana, a noite. tudo agradável, passando pelas piadas, nossas, sobre os maracutecos, chamados normalmente de segunda é um dia lindo.

iii.

ficaram muitos outros shows por ver nestes meses, que foram dos mais exigentes em termos de trabalho. até secas na feira internacional do artesanato apanhei sem vender nada de nada. no entanto a fia valeu a pena. pelo menos em termos de leitura e escrita.

iv.

porém, no meio da trabalheira, de junho para cá conheci o arte e manha (no dia do seu aniversário e poucos dias antes de fechar – com direito a vaguear atrás dele – sem ter a mínima ideia de onde ele estava – na duque de loulé), o jamaica (sim, duzentos anos depois) e de uma assentada – numa espécie de visita de estudos – virei o cais do sodré do avesso.

v.

o circuito cais misturou um pouco de tudo (e já descontando o restaurante chinês fechado, onde começamos a noite): oslo, liverpool, transmission, o americano (fechado, mas aberto, e a porta fechada na cara da polícia – rir), o café cid (?), e o famoso copenhagen na manhã. a hora e meia de sono antes do futebol para rematar em todos os sentidos e pensar experimentar para nunca mais. nunca é muito forte.

vi.

circuito cais que outro dia ficou completo, para mim pelo menos, recentemente: com a pensão amor, na noite em que regressei ao incógnito talvez dois anos depois.

vii.

as férias estão a abanar para mim. relativo o valor delas: os understood também estão descansando. assim, paradoxalmente, dá vontade que o descanso passe depressa. não, acho que não é um desejo legítimo, nem desejável.