onde há uma ponte há um rio

a banda sonora é gotan project e the national, tendencialmente. vai-se pela estrada fora, passa-se por uma ponte e há uma casa com um jardim e focos que brotam rente ao chão. pode-se ir mais longe ainda e seguir pela serra da arrábida. mas que não haja enganos: lx vive. tem bons vinhos perto da praça da alegria, alceu valença no espaço brasil, o ccb e ali perto os pastéis de nata e até um planetário. um banho de mundo real. com vento chega-se ao parque das nações e corre-se para comprar mais vinho ou mesmo um afinador com metrónomo para dar como presente de aniversário. e finalmente – e antes disso tudo – decreta-se um mundo sem mentiras na avenida da liberdade.

dois mil e treze

a poucos passos da porta há sempre o tejo. ao fundo, a descansar. há muita luz. o apartamento velho está fechado. 2012 terminou. houve anos que ultrapassavam a sua cronologia. assim não será com 2012, que se anunciava como um ano que sequer chegaria ao fim. 2013 é feito de suspeita por causa da economia e muita gente não se dá o direito de se desejar um bom ano. triste mas é assim: 2013 é uma ideia tóxica. há que conseguir sobreviver também à ideia. estes dias novos de um ano que se pretende assustador comecei em festa na casa do brasil e no chapitô.

natal zdb ii

subindo a rua garrett olhei o homem a tocar guitarra. não limpei os olhos porque não calhou. dei uma moeda, ouvi um minuto ou dois. e depois não me contive: o senhor tocou no concerto dos resistência, no campo pequeno. e sim, era o senhor mais velho, o solista que entrou de propósito para fazer a introdução de não sou o único, já para o fim do concerto.

a resposta foi ótima. eu sou dos resistência. depois conversamos mais um minuto ou dois sobre os ensaios do show – ele me contou. foi daqueles momentos muito fixes e que eram para acontecer. os dois quase sozinhos na rua garrett. e foi com um estou aqui a tocar umas músicas de natal, que fomos nos despedindo.

outros minutos mágicos na minha noite de natal da zdb.