onde há uma ponte há um rio

a banda sonora é gotan project e the national, tendencialmente. vai-se pela estrada fora, passa-se por uma ponte e há uma casa com um jardim e focos que brotam rente ao chão. pode-se ir mais longe ainda e seguir pela serra da arrábida. mas que não haja enganos: lx vive. tem bons vinhos perto da praça da alegria, alceu valença no espaço brasil, o ccb e ali perto os pastéis de nata e até um planetário. um banho de mundo real. com vento chega-se ao parque das nações e corre-se para comprar mais vinho ou mesmo um afinador com metrónomo para dar como presente de aniversário. e finalmente – e antes disso tudo – decreta-se um mundo sem mentiras na avenida da liberdade.

conversas futeboleiras – adoro

eu: o cardoso e o artur tiveram pena de voces
entendo o sentimentalismo. tambem ficaria com pena de desbancar um campeao assim, reduzindo-o à sua pequenez
n se deve tratar mal a ninguem ainda por cima visitantes
Enviado às 15:10 de segunda-feira
xxx (tripeiro): …
eu com o empate fiquei triste
eu: eu tambem
xxx: voces nao jogam nada
deviamos ter goleado
eu: sim
o porto é muito fraco
tem uma defesa pifia
e um ataque mediocre
xxx: fomos la so com onze pa
eu: so com 11?
pois antes levavam a equipa de arbitragem convosco
o q se passa? o protocolo com a apaf terminou?
compreendo que contassem mais com a arbitragem. vi q o pinto da costa e o vitor pereira queriam expulsoes e golos em fora de jogo
mas deixa estar q ja esta semeado. agora vai ser uma verdadeira chuva de penalties mal assinalados para voces, como nos bons velhos tempos

up 2: capítulo i em são joão

ontem os PEx ou os primeiros understoods (ou seja, em versão “música a multiplicar por 2”) reuniram-se e tocaram em são joão. foram duas horas de pouca cerveja (!) mas muita inspiração. compusemos uma música e tudo! aliás foi este o verdadeiro tudo que fizemos. a música naturalmente crescerá ou decrescerá em elementos e adornos. a novidade é ter-se chegado ao fim numa música que tem diversas fases. andavamos em tempos de músicas com menos fases, se posso simplificar assim: como sonic (esta tocada nos up x 4), campolide, derniere fois.

o ensaio de ontem tinha a seguinte sugestão de trabalhos: vamos fazer algo com menos efeitos, como flyin, como os primeiros tempos. veio esta. não tem título ainda. há tempo para ter um nome (e não será este o próprio nome?). e como é bom tocar com um tipo que saca de um momento para o outro uma escala que me pareceu pogues ou outra coisa qualquer lá da irlanda.

up 2013

ontem à noite os understood retomaram ensaios. iniciamos 2013. foi um ensaio intenso, apesar das músicas terem sido tocadas de forma mais improvisada e relaxada. eu tinha muitas saudades de tocar. para este ano o meu desejo são 6 a 10 novos originais que sejam bons como o set que já temos. não é tarefa fácil – mas também não é impossível. aliás, iniciamos 2013 com duas músicas em carteira, a progredir.

dois mil e treze

a poucos passos da porta há sempre o tejo. ao fundo, a descansar. há muita luz. o apartamento velho está fechado. 2012 terminou. houve anos que ultrapassavam a sua cronologia. assim não será com 2012, que se anunciava como um ano que sequer chegaria ao fim. 2013 é feito de suspeita por causa da economia e muita gente não se dá o direito de se desejar um bom ano. triste mas é assim: 2013 é uma ideia tóxica. há que conseguir sobreviver também à ideia. estes dias novos de um ano que se pretende assustador comecei em festa na casa do brasil e no chapitô.